sábado, 28 de setembro de 2013

Rogério Correia PRESIDENTE

Para o PT de Minas Mudar de Rumo

com rapidez, radicalidade e ouvindo as vozes das ruas

Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama
violentas as margens que o comprimem.
Bertolt Brecht



Há uma grande contradição entre os avanços do país alcançados nos governos Lula e Dilma e a estrutura política, econômica e institucional vigente, herdada inclusive dos tempos precedentes à própria ditadura militar. Os trabalhadores e o povo melhoraram de vida desde 2003, mas as instituições políticas continuam amplamente controladas por setores minoritários, grandes empresários, latifundiários e políticos tradicionais.

Empoderados pelos direitos adquiridos, informados e libertos do coronelismo político e midiático, os jovens que estão nas redes sociais não se sentem contemplados pelos instrumentos tradicionais de representação social: tribunais, ministérios públicos, casas parlamentares, partidos, sindicatos, etc.

Os protestos de junho foram, de maneira difusa, contra o sistema político e a favor de direitos sociais. Seja lá o que isso represente para a diversidade de expectativas dos que foram às ruas, é o mínimo que precisamos compreender das gigantescas manifestações que têm o perfil das frases curtas do Face e do Twitter, mas de profundidade e extensões significativas.

Podemos afirmar que a institucionalidade foi posta em xeque devido aos seus anacronismos e, por isso, precisa de reformas urgentes, profundas e substantivas. É nessa conjuntura que o PT realiza mais um Processo de Eleições Diretas, o PED.

No Brasil, o PT assistiu aos acontecimentos de junho entre surpreso, inquieto e ansioso.  Em Minas Gerais, a sensação era a de que o partido ansiava para a “onda” passar  rapidamente e seguir no mesmo diapasão de acomodação. Setores majoritários do partido em Minas chegaram até a rotular as manifestações como movimento da direita, da elite conservadora, acreditando numa suposta teoria da conspiração contra o nosso governo. O que ficou provado é que os movimentos foram legítimos e que a direita e sua elite ficaram num primeiro instante criminalizando as manifestações para logo após tentar dirigi-los e cooptá-los. Fato é que, apesar de toda a pluralidade de grupos de vários matizes ideológicos, o PT ficou de fora!

O PED2013, a depender da maioria da direção, repetirá a tradicional contagem de garrafas, referendando a estrutura carcomida, conservadora e acomodada. Quase 100 mil boletos foram pagos, eleitores serão LEVADOS às urnas e o debate político, mais uma vez, será a primeira vítima.

Apesar disso tudo, para a  nossa candidatura e as chapas que nos apoiam, esse é o momento para fazermos uma profunda reflexão sobre tudo que precisamos alterar no PT, se não quisermos ficar com o gosto amargo de não termos deglutido adequadamente os novos ingredientes trazidos pelas ruas. A estratégia de centro-esquerda que hegemoniza o partido desde pelo menos 1995, que foi capaz de nos levar à conquista do governo federal em 2002, é incapaz de responder aos novos anseios de 2013.

Apontamos, a seguir, alguns aspectos que a nosso ver são essenciais para darmos ao PT as condições de ser um instrumento novo, nesses novos tempos:

1 - O PT na vanguarda da oposição ao projeto neoliberal em Minas
Basta de Lulécios, Pimentécios e Dilmasias
A profunda crise econômica e política que os tucanos e os seus aliados impuseram com o modelo neoliberal em Minas Gerais precisa ser respondida com o PT vanguardiando a oposição. Buscar ampliar o movimento com um foro de partidos e movimentos sociais para apresentar nossas propostas para superação deste quadro. Entre seus objetivos principais, demonstrar que o modelo neoliberal do chamado choque de gestão, executado por Aécio e seus seguidores, levou ao sucateamento do Estado, dos serviços públicos e à desvalorização dos servidores públicos.

2 - Apresentação de um programa de governo e da candidatura própria petista
Acreditamos ser necessário que, logo após 3 meses da posse do novo diretório, seja apresentado um programa avançado de governo de caráter nitidamente democrático e popular. Essa proposta inicial deve ser construída com as contribuições das bancadas parlamentares, lideranças petistas, intelectuais e, em especial, do movimento social e sindical. Tal programa dever ser submetido à base social do PT para um amplo debate e necessárias alterações e, posteriormente, aos aliados para ser o programa de nosso governo. Não queremos apenas derrotar Aécio e o PSDB, queremos superar o esquema de poder, de governo anti-democrático e antissocial que os caracterizam.

3 – Organicidade de Funcionamento
A atual direção do PT/MG é hoje um “Tribunal de Pequenas Causas”, sem qualquer orientação  política. A vida real precisa ter incidência no PT. Assim, as reuniões da Executiva precisam acontecer a cada quinzena, tendo pelo menos uma resolução política mensal para orientar os rumos de seus parlamentares e militantes. Já o  Diretório deve se reunir a cada trimestre, sendo que em pelo menos uma dessas reuniões participem também representantes das regionais do PT, de diretórios municipais  e dos movimentos sociais, produzindo também resoluções políticas que orientem a militância partidária no Estado. Empoderar os setoriais do PT para que eles sejam a ponta de lança de nossa interlocução com os movimentos sociais.

4 - PT dirigente contra o coronelismo parlamentar
No nosso entendimento, o PT precisa urgentemente deixar de ser essa imensa federação de mandatos, cada qual com seus interesses se sobrepondo aos interesses do Partido. Ouvir a base partidária e as vozes das ruas, reaproximando o PT de sua base social, deixando de ser um partido meramente institucional. O coronelismo parlamentar e os conchavos de interesses pessoais não podem se impor como método. A instância de direção e sua maioria têm que ser construídas a partir de ideias, debates e consensos, respeitando tendências e indivíduos.

5 - Formação Política/Ideológica
Investir seriamente na formação política/ideológica de nossos militantes. A Secretaria de Formação deve realizar debates periódicos para acabar com as filiações indiscriminadas e em massa, com o mero intuito de garantir maioria nas votações.

6 – Extinção do PED
A ampliação da participação via voto direto no PED, que teve na sua criação a perspectiva de aumentar a democracia interna, trouxe como consequência a despolitização do processo, estímulo às filiações indiscriminadas e a repetição de práticas que sempre foram denunciadas e fiscalizadas pelo partido no âmbito do processo eleitoral no Brasil,  como a compra de votos, transporte de eleitores e fraudes nas apurações.
A exigência da participação de novos filiados em pelo menos uma atividade de formação se transformou em uma mera formalidade para habilitar eleitores ao PED.
Os Encontros, nas suas diversas instâncias, eram momentos de grandes debates que serviam também para a formação política e para a troca de experiências.
A nosso ver, a experiência do PED no PT chegou ao fim. É preciso modernizar nossa democracia interna, com a participação consciente de todos os militantes petistas. Devemos encaminhar esta proposta ao V Congresso.

7 - Interiorizar respeitando as decisões dos DMs – Chega de intervenções!
Precisamos avançar para além do discurso. Reativar e revigorar as regionais e valorizar os diretórios municipais. Significa por exemplo, realizarmos uma política de acatar as decisões municipais, desde que respeitadas as táticas eleitorais nacional e estadual, especialmente no que tange ao não acordo com a direita representada pelo DEM, PSDB e PPS. Isto vale principalmente para coibir que interesses particulares se sobreponham às instâncias partidárias.

8 - Reforma política no PT
Não às coligações proporcionais. Se a reforma política que propomos nacionalmente proíbe as coligações, não há porque aplicá-las em Minas.
Fim do poder econômico.
Fim das filiações em massa que descaracterizam nossa militância e o debate político.
Realização de plebiscitos internos sobre temas polêmicos e do orçamento participativo, democratizando as finanças partidárias.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aos candidatos à Presidência Estadual do PT e Diretório Estadual

Considerando que:

1 - O PED não pode se transformar num instrumento formal de eleição de direções partidárias, onde a contabilidade das “garrafinhas” sobreponha ao debate político;
2 - O PT sempre defendeu o financiamento público das eleições, como forma de democratizar o processo e minimizar o abuso do poder econômico, devendo por coerência adotar o mesmo procedimento em suas eleições internas.

Propomos:

1 - a realização de 09 (nove) debates macro-regionais, como forma de fomentar o debate interno, para o qual sugerimos o seguinte calendário:

05/10 – Itaobim
06/10 – Governador Valadares
12/10 – Montes Claros
13/10 – Paracatu
19/10 – Pouso Alegre
20/10 – Juiz de Fora
26/10 – Divinópolis
27/10 – Uberlândia
02/11 – Belo Horizonte;


2 - a organização de uma remessa conjunta, pelo PT/MG, de materiais dos candidatos à Presidente e das chapas - que teriam o prazo até o dia 10 (dez) de outubro para encaminharem seus respectivos materiais à Direção Estadual -, a todos os filiados com endereço no DR e para os Diretórios Municipais.


Rogério Correia
Deputado Estadual PT MG
Candidato à presidente do PT MG - PED 2013


Lula: 'Para felicidade de uns e para desgraça de outros, estou no jogo'

RICARDO STUCKERT FILHO / INSTITUTO LULA
O ex-presidente Lula, durante entrevista em que anunciou 'estar no jogo' das eleições de 2014 e declarou confiança em segundo mandato de Dilma

São Paulo – “Se tem uma coisa que eu tenho vontade é de falar. Eu tenho cócegas na garganta para falar. E vocês ajudaram a quebrar um tabu, porque fazia tempo que eu não falava durante tanto tempo. E nunca imaginei que justamente pra vocês eu fosse dar a entrevista mais difícil. Estou voltando, com muita vontade, com muita disposição – para felicidade de alguns, para desgraça de outros. É o seguinte: eu estou no jogo.” Assim Luiz Inácio Lula da Silva encerrou a entrevista concedida nesta terça-feira (24) a um grupo de jornalistas da Rede Brasil Atual, site, rádio e revista, da TVT e do jornal ABCD Maior.

O encontro ocorreu no Instituto Lula, durou 90 minutos e foi, segundo ele, a primeira longa entrevista concedida no exercício da “função” de ex-presidente da República. Lula abriu a conversa dizendo não haver “pergunta proibida”, mas pediu que o perdoassem se no excesso de cuidados de ex-presidente parecesse “chapa branca”. "Ainda estou aprendendo a ser ex-presidente", disse. Ele comentou a importância das manifestações de junho, que considera o acontecimento do ano ao colocar em xeque todos os governantes – das prefeituras à Presidência da República – e por ter ajudado a criar uma nova agenda política para o país – apesar do fato de “alguns” quererem se apropriar das manifestações para desqualificar a política. “Se alguém chega pra você dizendo 'olha, eu não gosto de política, mas...', pode crer, essa pessoa está sendo política.”

O ex-presidente comentou respostas dadas às manifestações, como o Mais Médicos, teceu duras críticas aos opositores do programa e enfatizou que a iniciativa cobre apenas uma pequena parte de um grande problema. Lembrou que o país não dispõe nem de especialistas nem de tecnologia em diversas áreas, e que não vai resolver os grandes problemas sem recursos. “Lá atrás, quando rejeitaram a CPMF, tiraram R$ 40 bilhões por ano da saúde achando que iam prejudicar o Lula. Mas prejudicaram o povo”, disse, acentuando que o Estado é quem banca grande parte dos tratamentos dos ricos na rede privada, quando deduzem suas despesas do imposto de renda, enquanto aos pobres só resta o SUS.

Lula disse acreditar que poucos prognósticos poderão ser feitos sobre as eleições de 2014 antes de março do ano que vem, quando já devem estar colocados todos os nomes das disputas, em nível nacional e nos estados. Um dos principais articuladores políticos do PT, ele afirma que seu papel no processo será o “papel que a Dilma quiser” que ele tenha. Admite ver dificuldades na permanência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na base de apoio, vê obstáculos adicionais nas alianças com o PSB em alguns estados, como Ceará e Pernambuco, e vai considerar um grande feito, uma vez consolidada a ruptura, que os partidos façam um pacto de não hostilidade nos palanques em que forem adversários.

Para Lula, a mais importante das reformas do país é a política, com o fim do financiamento privado de campanhas. “Vocês veem as grandes empresas fazendo campanhas contra o financiamento privado? Vocês veem empresários reclamando que não querem contribuir com campanhas eleitorais?”, questiona. Ele reconhece que a atual composição do Congresso não tem interesse nem força para fazer uma mudança impactante no sistema político-eleitoral porque põe em risco os próprios atuais mandatos. “Uma reforma para valer não vai acontecer agora. Por isso, vai ter de ser feita por meio de uma constituinte exclusiva, com ampla participação da sociedade.”

E abordou também a necessidade de um novo marco regulatório das comunicações – “há um projeto, o Paulo Bernardo disse que ia fazer debates públicos, mas não andou...” –, lamentou a ausência de projetos do governo do PSDB para o estado e a região metropolitana de São Paulo, e criticou a forma como “alguns” tentam “transformar coisas boas em coisas ruins”, referindo-se à realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil.

O ex-presidente foi cauteloso ao comentar o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, porque diz ter de respeitar as instituições envolvidas na questão. “Depois que o julgamento estiver totalmente concluído eu vou falar. E tenho muita coisa pra falar”, disse, ressalvando que, no que diz respeito à abordagem política do caso, os acusados já foram condenados há muito tempo.

A TVT exibe os principais trechos da entrevista no programa Seu Jornal de hoje, que vai ao ar às 19h e pode ser visto no canal 13 da NET na Grande São Paulo, ou no site. Amanhã (25), a Rádio Brasil Atual também veicula outros momentos da entrevista, no programa que pode ser ouvido a partir das 7h em São Paulo (FM 98,9), litoral paulista (FM 93,3) e noroeste paulista (FM 102,7). Logo mais, à noite, a RBA e o site do ABCD Maior publicam a íntegra da entrevista.



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Altamiro Borges: Aécio apoia “soneguetes” da Globo


por Altamiro Borges, em seu blog

Em sua coluna de platitudes na Folha desta segunda-feira (23), o senador Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, explicita o seu apoio às atrizes da Globo que se vestiram de luto para protestar contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os embargos infringentes. Vale conferir a comovida e hipócrita mensagem:
Não poderia encerrar a coluna de hoje, em que falo de internet, sem manifestar minha solidariedade às atrizes Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Susana Vieira e Bárbara Paz. Para quem não acompanhou, exercendo o legítimo direito de expressão – que deve ser garantido a todo brasileiro, qualquer que seja sua opinião -, elas manifestaram a decepção pessoal com o resultado da votação dos embargos no caso do mensalão. Acabaram vítimas de violentos e injustos ataques realizados pelo exército digital, que, aparelhado, tenta constranger e intimidar todos aqueles que não se alinham às causas do projeto de poder instalado no país.
Haja falsidade e puxa-saquismo! Quem conhece as práticas do ex-governador e de sua poderosa irmã em Minas Gerais sabe que eles nunca respeitaram “o legítimo direito de expressão”.
Denúncias sobre perseguição a jornalistas e blogueiros e sobre as relações promíscuas com veículos de imprensa – com base nas milionárias verbas de publicidade e em outros mecanismos menos públicos – são recorrentes.
O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais sempre fez duras críticas ao autoritarismo dos tucanos mineiros. Quanto ao “exército digital aparelhado”, o PSDB é famoso por contratar bandos de jagunços para promover calúnias e baixarias nas redes sociais.
A notinha de apoio de Aécio Neves, que não consegue deslanchar em sua candidatura e ainda enfrenta as bicadas sangrentas do seu maior rival interno (José Serra), visa apenas agradar o império midiático da família Marinho.
O tucano poderia aproveitar o cômico episódio das “atrizes de luto” – já batizadas de “soneguetes” – para cobrar da Globo o pagamento da multa de R$ 730 milhões por sonegação fiscal.
Como senador, ele também poderia solicitar à Comissão da Verdade que convoque a direção da grupo para explicar o seu apoio o golpe militar de 1964, conforme o jornal da famiglia confessou em recente editorial. Nada disso! Aécio Neves prefere se solidarizar com a “soneguetes” e bajular a Rede Globo!


Fonte: VIOMUNDO

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


Dilma cancela viagem oficial aos EUA

Devido ao episódio da espionagem americana ao Brasil a presidenta Dilma cancelou sua viagem oficial aos EUA. Dilma responde à altura este atentado à soberania brasileira e aos direitos dos cidadãos.
Em nota oficial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou:

"As práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos."

Confira a íntegra da nota no Blog do Planalto.

Nestes 10 anos de governo Lula e Dilma nosso país conseguiu construir uma nova política externa em que a soberania do Brasil sempre é a tônica principal, ao contrário dos tempos de FHC em que ministros tinham que tirar os sapatos nos aeroportos americanos e o próprio presidente levava "pitos" públicos do presidente americano.

Relembre: