quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lula conta como foi criação do Bolsa Família

Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Divulgação).





Em dois vídeos gravados no início deste ano no Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembra a concepção e a execução das políticas sociais do seu governo.


Nesta primeira parte do vídeo, Lula diz que partiu da noção de que o problema não era só a falta da produção de alimentos, mas também a escassez de dinheiro para comprar os alimentos. Sobre a criação de programas sociais como Bolsa Família, o ex-presidente afirma que enfrentou muito preconceito de pessoas que defendiam que os programas sociais eram esmolas e que os beneficiários iriam querer viver às custas do Estado.
A necessidade de um cadastro completo e eficiente também é destacada pelo ex-presidente como essencial. Para ele, sem isso se correria o risco de o dinheiro não chegar às mãos das pessoas que precisam, de intermediários desviarem dinheiro ou de incluir nomes de pessoas que não precisavam do benefício.
Lula lembra ainda que o projeto de segurança alimentar e combate à fome foi criado no Instituto Cidadania, que depois da sua saída da Presidência, deu origem ao Instituto Lula.
Na segunda parte do vídeo, Lula fala dos resultados dessas políticas e da necessidade de melhoria constante na vida das pessoas. “As pessoas que recebem essa transferência de renda não deve favor a ninguém”, afirma o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda parte do vídeo gravado no Instituto Lula, no início de 2013, em que ele relembra a concepção e a execução das políticas sociais do seu governo. “O que fizemos foi distribuir uma parte da riqueza nacional”.
Lula afirma ainda que não é apenas o Bolsa Família que fez com que o Brasil combatesse de forma tão veemente a desigualdade. Ações como a do microcrédito, da compra de alimentos, do aumento do salário mínimo também contribuíram para esse processo.
O ex-presidente ressalta também que os ganhos conquistados pelo povo geram novas demandas. “É a coisa mais natural. A ascensão das pessoas é uma coisa que se busca a vida inteira”. Exatamente por isso, Lula considera que “cada vez mais, precisamos fazer mais políticas sociais”.
As consequências das políticas sociais atingem também os indicadores econômicos. Mais gente tem acesso ao mercado consumidor e faz a roda da economia girar. “Ao invés do pobre ser um problema no Brasil, ele passou a ser a solução”.
“O Brasil finalmente se encontrou consigo mesmo. Nós resolvemos virar uma grande nação e uma grande nação só é reconhecida quando seu povo tem uma boa qualidade de vida”, finaliza Lula.
(Instituto Lula)




A guerra que pode matar uma nação

Variáveis macroeconômicas são ingredientes à espera de um projeto de Nação.

Quem decide a receita do desenvolvimento e da sociedade é a luta política.

Uma arma crucial do embate é a formação das expectativas.

No Brasil hoje, são elas que podem mover ou travar a engrenagem decisiva do investimento na esfera industrial e na infraestrutura.

Num caso, o país retoma o crescimento ancorado em bases consistentes.

No outro, o pessimismo estreita o horizonte do futuro e afoga a Nação na liquidez rentista. A espiral descendente do emprego e do consumo cuida do resto, conflagrando a inquietação social.

É a disjuntiva dos dias que correm.

A guerra das expectativas dispara mísseis que cruzam os céus do imaginário social ininterruptamente.

A quarta frota desta guerra é a área na qual a influencia conservadora desequilibra o jogo a seu favor: o comando do noticiário em geral; o da economia, em particular.

Dados auspiciosos do IBGE sobre o PIB do segundo trimestre foram recepcionados com um muxoxo pela emissão conservadora: ‘resultado surpreende o mercado’.

Modéstia.

O resultado não surpreende, ele o decepciona.

Um desastre econômico de proporções ferroviárias é vaticinado há meses pela endogamia da mídia com a corriola das consultorias e a pátria financeira.

O lubrificante ora é o dólar no mercado futuro. Ora a AP 470. Ora a 'invasão' da saúde pública por 'escravos de Fidel', desembarcados de ‘aviões negreiros’. Assim por diante.

A impressionante expansão de 9% do investimento no 2º trimestre, comparado ao mesmo período de 2013, trouxe ao crescimento de 1,5% do PIB uma qualidade há muito requerida pelo país.

O incremento de capacidade produtiva avançou bem acima da variação do consumo das famílias (2,3%) e o do governo (1%).

É a calibragem correta para uma expansão de longo curso.

Aquela que não desanda em pressões inflacionárias porque a oferta caminha adiante da demanda.

Não significa que a matriz de um novo ciclo está consolidada. Estamos longe disso.

O Brasil acumula pendências cambiais e de logística que emperram o motor do seu desenvolvimento.

A economia tem gargalos objetivos; oscila em altos e baixos à procura de uma nova coerência, como mostra a montanha-russa do desempenho industrial.

Mas o PIB que surpreendeu a narrativa derrotista comprova que a fatalidade conservadora não é um dado de natureza.

É um ingrediente da luta política em curso, abastecida com a pólvora das expectativas.

O conjunto manipula a incerteza intrínseca ao cálculo econômico de longo prazo no regime capitalista.

A sinalização financeira a quem caberia clarear a neblina do futuro, age para cegar. Seu alto-falante midiático cuida de afligir.

Um lucra com a especulação nutrida pela incerteza; o segundo, com o rebate conservador que o pânico injeta nas pesquisas eleitorais.

Significa dizer que a batalha do crescimento não será vencida no âmbito exclusivo das medidas econômicas.

Se o governo não se despir do economicismo, perderá a guerra. Ainda que tome as medidas tecnicamente adequadas à retomada do crescimento.

O contrafogo das expectativas negativas pode por tudo a perder.

Guardadas as proporções, vale lembrar: Puttin, na Rússia, colocou no ar uma emissora estatal que dispõe de orçamento de US$ 300 milhões/ano. E um quadro de dois mil contratados.

Guardadas as devidas motivações, cumpre insistir: esse é o tamanho do jogo.

Nunca é demais repetir: a coerência macroeconômica quem dá é a correlação de forças da sociedade, que tem na formação das expectativas um de seus ordenadores decisivos.

Quem fizer a leitura política do noticiário econômico enxergará a queda de braço em curso.

De um lado, iniciativas oficiais procuram desbastar o caminho para um novo ciclo histórico, ancorado no impulso do investimento com maior equidade social.

De outro, os interesses que tentam direcionar a encruzilhada atual para a regressão ao modelo dos anos 90: privatizações, Estado mínimo, arrocho social, alinhamento carnal com geopolítica e a economia imperial norte-americana.

Nunca será fácil converter as conquistas e aspirações de uma época à paz salazarista cobiçada pelos ‘mercados’.

A saber: um cemitério social rígido como o eletrocardiograma de um morto, associado à apoteose rentista da nação à serviço do dinheiro.

Fomentar a crise de confiança é a pedra basilar dessa arquitetura.

Dar a isso a abrangência de um sentimento coletivo de baixa autoestima, é a sua argamassa.

Fazer da descrença no país, em suas lideranças, no Estado e organizações sociais um acontecimento de natureza política e econômica, o vigamento superior.

Naturalizar esse jogral a ponto torna-lo uma profecia autorrealizável, a cumeeira do processo.

Leve tudo ao forno da inquietação social movida a denuncismo e vaticínios de desastre iminente no desempenho do PIB e dos índices de inflação.

Não importa que os resultados do mês em curso os desmintam.

O núcleo duro dessa usina de sombras e abismos é afinado por um jogral de pluralidade ideológica irrisória.

Em entrevista recente, o colunista do Estadão, José Paulo Kupfer, admite o viés que afina o noticiário econômico:

‘Fiz uma pesquisa de fontes em alguns principais jornais: Estadão, O Globo, Folha. Captei 500 participações. 85% das citações eram de consultorias, departamentos de economia (alinhados) a escolas neoliberais. Fica tudo com uma visão só”, afirmou.

Como enfrentar essa guarda pretoriana sem um antídoto da envergadura daquele ostentado pelo projeto da ‘Russia Today’?

Difícil.

O PIB do segundo trimestre revelou uma taxa de investimento ainda abaixo dos 20% , tido como um requisito para acelerar a máquina do crescimento.

Mas cravou 18,6%, em ascensão, tendo como pano de fundo cerca de R$ 3,8 trilhões em novos projetos investimentos privados e grandes obras de infraestrutura.

A previsão é do BNDES para o período 2014 e 2018.

O valor, apreciável em qualquer latitude do globo, separa a linha entre o país viável e aquele cronicamente inviável , disseminado pelo jogral dos ‘ 85%’ identificados por Kupfer.

Não só. O conjunto incide sobre um mercado de 200 milhões de habitantes.

Significa que o país tem hoje uma população equivalente a dos EUA nos anos 70. E uma renda pouco superior a 1/3 daquela dos norte-americanos nos anos 30.

Com uma distinção dinâmica não negligenciável.

A distribuição, no caso brasileiro, é melhor que a registrada na sociedade norte-americana, atropelada então por 14 milhões de desempregados da crise de 29.

Essa obra prima dos livres mercados é um pouco o que a turma dos ‘85%’ quer ressuscitar no Brasil do século 21.

Precisa para isso torturar de morte ingredientes dificilmente compatíveis com a sua receita de nação: uma população jovem, uma imensa demanda não atendida, trilhões de reais mobilizáveis e recursos estratégicos abundantes, a exemplo do pré-sal.

A macroeconomia pura e simples jamais diria que estamos diante dos ingredientes de um fracasso, como aquele vaticinado dia e noite pela emissão conservadora.

Mas a guerra das expectativas pode matar uma Nação.

Se conseguir convencê-la a rastejar por debaixo de suas possibilidades históricas.


Postado por Saul Leblon às 08:2

Nota do PT sobre os atos de espionagem praticados pelos EUA

O Partido dos Trabalhadores manifesta seu apoio à firme reação da presidenta Dilma Rousseff, frente aos atos de espionagem praticados pelo governo dos Estados Unidos.


Já sabíamos, pela experiência histórica e também com base nas informações divulgadas pelo ex-agente Edward Snowden, que os Estados Unidos mantêm um esquema de espionagem massiva, capaz de monitorar correios eletrônicos, redes sociais, mensagens de texto e ligações telefônicas de pessoas por todo o mundo.
Agora está confirmado que a presidenta da República e seus assessores diretos foram alvo desta espionagem. Além de invasão de privacidade, desrespeito aos direitos humanos e as liberdades individuais, trata-se de uma agressão direta ao Brasil.
Como é óbvio, a espionagem contra a presidenta do Brasil não visa combater o terrorismo, mas sim obter informações que sejam úteis aos Estados Unidos em batalhas políticas e comerciais. 
Contra um Estado que age como hacker, é fundamental invocar a força da lei internacional e nacional. Além da ação movida pelo Brasil na ONU, apoiamos as iniciativas anunciadas para proteger o Brasil, seus cidadãos e cidadãs, da invasão cibernética.
A Independência do Brasil, cuja comemoração oficial se fará no próximo 7 de setembro, é defendida e reforçada assim, por um governo capaz de proteger nossa soberania, segurança, democracia e nossa opção pela justiça social.
Rui Falcão
Presidente Nacional
Iriny Lopes
Secretária de Relações Internacionais

Valter Pomar

Secretário Executivo do Foro de São Paulo
membro da Direção Nacional do PT

segunda-feira, 2 de setembro de 2013


PED2013: Próximas agendas

Na última sexta-feira, 30 de agosto, terminou o prazo para o pagamento da contribuição individual dos filiados ao PT. O pagamento da contribuição é condição necessária para o militante estar apto a votar e ser votado no PED 2013 em 10 de novembro.

As próximas datas do PED 2013, vão mobilizar com mais intensidade os diretórios municipais, visto que o prazo para registro das chapas e candidaturas municipais e regionais será o dia 11 de setembro.

Com relação às contribuições financeiras, o próximo prazo agora serão para as contribuições coletivas que se encerrarão no dia 16 de setembro. As contribuições coletivas serão organizadas pelas direções municipais com a programação de eventos para arrecadação aonde o pagamento de todos os filiados do município terão que ser quitados.

Maiores informações podem ser acessadas no site do PED2013: http://ped.pt.org.br/


Candidatos à presidência nacional do PT fazem debate no Pará.

No próximo da 5 de setembro, às 19h, no Hotel Sagres, em Belém, será realizado o primeiro debate entre os candidatos à presidência nacional do partido. Estarão presentes ao encontro, além de militantes e filiados do partido, os candidatos Serge Goulart, Valter Pomar, Markus Sokol, Rui Falcão, Renato Simões e Paulo Teixeira.

O Diretório Estadual do Pará convoca todos os filiados e filiadas, militantes e lideranças para prestigiar o debate, e conhecer as propostas dos candidatos.

O debates será transmitidos pela internet através do portal do PT

NORMAS PARA A REALIZAÇÃO DOS DEBATES ENTRE AS CHAPAS NACIONAIS E ENTRE OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA NACIONAL DO PT.
1.         A direção do PT no Estado coordena a mesa dos trabalhos. Chama os debatedores para a mesa e anuncia a ordem das falas, que será determinada por sorteio prévio.
2.         Na primeira fala da mesa, o tempo máximo será de 10 minutos. Quem ultrapassar terá o tempo descontado na segunda rodada.
3.         Após o último da mesa a falar, abre-se 30 minutos para o plenário. Cada fala do plenário terá no máximo 3 minutos, não ultrapassando 10 intervenções. Quem do plenário quiser falar se inscreverá na mesa, que anotará seu nome num papel, dobrará e colocará num recipiente. Fará uso da palavra quem for sorteado.
4.         Após as intervenções do plenário a palavra volta para a mesa para a segunda rodada. Começa a falar o último da primeira rodada. Tempo máximo de 5 minutos.
5.         Após a segunda rodada a mesa chama novamente os candidatos para suas considerações finais. Começa a falar o penúltimo da primeira rodada. Tempo máximo de 3 minutos.

6.         Encerramento pela coordenação dos trabalhos.

Juventude petista fará encontro em Belo Horizonte

Juventude do PT realiza Encontro Nacional de Estudantes Petistas em setembro






Cerca de 200 representantes da militância estudantil da JPT participarão do encontro.


Belo Horizonte foi a cidade escolhida para sediar o Encontro Nacional de Estudantes Petistas, que acontecerá nos próximos dias 13, 14 e 15 de setembro. O tema central do encontro serão os novos rumos da educação brasileira. 
Cerca de 200 representantes da militância do Partido dos Trabalhadores participarão do evento, que será dividido em três eixos específicos: o primeiro será o balanço da educação nestes dez anos de governo; o segundo é a avaliação dos desafios na área, discutindo a reforma do ensino médio, a regulamentação das universidades e faculdades privadas e o Plano Nacional da Educação; e o terceiro eixo é o debate do Movimento Estudantil.
“Quero deixar esse recado pra toda a militância da Juventude do PT para que possam participar do encontro nacional de estudantes”, enfatiza Jefferson Lima, secretário nacional da Juventude PT. 

O encontro acontecerá na Escola Sindical 7 de Outubro (CUT) - 
Rua Nascimento, 101, Barreiro Cima, Belo Horizonte – MG.

(Secretaria Nacional de Juventude do PT)





Fonte: PT NACIONAL